Este dia ia pôr-nos mais perto do Mont Saint-Michel. Mais perto do ponto mais a norte. Mais perto de último grande monumento a visitar. Mas mais perto, também, do fim da viagem, do fim das férias.
"Vendo T6, com jardins amplos e rio à disposição."
A noite anterior foi passada a investigar e selecionar os castelos que veríamos. Uma tarefa difícil, demorada e desgastante. Alguns dos que queríamos visitar ficavam a mais de 100 km, sendo que havia outros pelo caminho para ver. Feitas as contas seriam mais de 10 horas entre caminho, visita… demais, pensámos.
Viajar de moto é o culminar de muita coisa. Da necessidade de ter férias, da curiosidade em conhecer sítios diferentes, da poupança que se faz durante o ano, do planeamento e da vontade de partir. Mas como em qualquer coisa planeada, há sempre qualquer coisa que falta. Nesta viagem foi o cabo USB. Mas já lá vamos.
Gambetta és o maior. Um mercado de rua. Mais queijo.
De Montauban iríamos em direção a Limoges. Eram 180 km que nos levariam mais para norte.
Lembro-me do planeamento deste dia, ainda antes de arrancarmos. Eu queria fazer curvas e apontava para Rocamadour, no Parc Naturel Régional des Causses du Quercy. Depois desistimos porque dormir nessa zona era caríssimo. A Nuna queria, também, visitar Sarlat-la-Canéda. Não dava porque multiplicava os quilómetros. Lembro-me que foi "stressante" planear este dia.
Depois de duas noites em Carcassonne, com muitos turistas dentro da cidadela, uma pequena viagem de barco no Canal do Midi, voltaríamos à estrada para rumar mais a norte. O destino era Montauban e, seguindo o que tinha (mais ou menos) visto, teríamos menos de 300 km para fazer.
Nove e meia da manhã. Tinha dormido bem e estava pronto para mais um dia "à turista". Abro a janela. Chuva. Sim, chuva. Céu cinzento, escuro. "Merda!" Exclamei. Mas depois de consultar o accuweather, vimos que passaria daí a uma hora.