30.9.15

2 TAVARES + 1 AFIM: dia 03_31 de agosto.

O primeiro "marco" da viagem estava próximo.

Todas as viagens têm pontos de passagem obrigatórios. A nossa era Barcelona, Carcassonne, os castelos à volta de Tours e o Mont Saint-Michel.

Estávamos cada vez mais perto de Barcelona. Este era um dia com 280 km para fazer. Acho que estávamos decididamente mais calmos. E mais felizes: Barcelona estava mais próxima e França também. E com isso mais uma fronteira, a passagem para a "Europa Central".

28.9.15

2 TAVARES + 1 AFIM: dia 02_30 de agosto.

Depois da tempestade, vem a bonança.

Cansados do dia anterior, decidimos dormir um pouco mais. Acordei ainda um pouco cansado, mas menos stressado com o possível estado da moto. Sabia que, a partir de agora, ou fazia a viagem toda com a Idalina ou rebentava o orçamento, alugando outra para chegar até Nantes.

24.9.15

Bucket list.

Antes de seguir com o resto dos dias da viagem, fica esta intenção de viagem. Quem sabe, um dia...


23.9.15

2 TAVARES + 1 AFIM: dia 01_29 de agosto.

Um dia de contratempos. Na hora e local certos.

Destino: Valladolid.

A partida para a viagem foi dada em Braga. Eram 09:00 quando nos encontrámos para o café. Confesso que estava um pouco nervoso. Talvez fosse por causa das distâncias a percorrer nos dias até chegar Barcelona (eram 400 km/dia), que implicavam mais desgaste, sobretudo para a Nuna - isto porque a pendura não se tira tanto partido...

18.9.15

2 TAVARES + 1 AFIM: o pré-viagem.



Em 2014, eu e a Nuna decidimos ir de moto para o Sul de Espanha, com uma passagem em Lisboa, para visitar o meu irmão e espreitar a exposição do Vhils, no Museu da Eletricidade.


Foi um bom escape ao nosso dia a dia, com praia, paisagens arrebatadoras, estradas fabulosas e tapas, muitas tapas. Para mim foi uma surpresa a Nuna decidir este modo de fazer férias, até porque tinham passado dois anos depois da nossa queda, que a levou a vender a moto dela.


Este ano decidiu-se fazer os mesmo moldes de viagem. Partiríamos de moto para visitar a Córsega. E teríamos mais companhia: o pai da Nuna. Isto foi em abril. Começámos o "desenho da viagem". Em meados de maio, decidimos outro destino. A Córsega, ainda sem todas as despesas, já ia em cerca de 1200€ por pessoa. Era demasiado.


Voltámos a pensar na viagem. Outro roteiro, sendo que tínhamos como certeza dar um salto até França. Decidimos ir a Carcassonne e ao Mont Saint-Michel, dois pontos de passagem separados por quase 2.000 km.


Como Carcassonne era no Sul, decidimos que iríamos a Barcelona, também. Porque adoramos a cidade e porque o pai da Nuna ainda não a conhecia.

E assim foi. Marcámos os hotéis, traçámos um percurso geral e chegámos à conclusão que não teríamos tempo de voltar na motos para Portugal. Contratámos a agility para nos trazer as motos de volta.


O tempo foi passando até à semana anterior ao arranque. Foi quando decidi que esta viagem teria de ter um autocolante. Eram duas motos, três pessoas e mais de 3.000 km para percorrer. E assim ficou o 2 TAVARES + 1 AFIM.

A justificação é simples. A família do lado paterno da Nuna tem todos os anos um almoço, o almoço dos Tavares, que junta também os afins (maridos, namorados, esposas e namoradas dos Tavares).


Estava tudo pronto. Dia 29 de agosto arrancávamos para a viagem.


16.9.15

2 TAVARES + 1 AFIM: o rescaldo.

Depois de 3200 km de viagem, fica aqui um pequeno resumo do que foi a viagem, enquanto não tenho tempo para escrever a sério sobre estes 15 dias na estrada.


14.8.15

A propósito de um desafio

Foi lançado no Club F800GS Portugal que escrevêssemos um texto sobre a nossa moto, as viagens que fazemos, etc. Este foi o meu
"A "Idalina" (F650GS twin) é a minha segunda moto "grande". Surgiu para preencher o lugar da "Josefa" (F650 monocilíndrica, de 97), a moto que desejei durante muitos anos até a conseguir comprar.


A Idalina mostrou ser uma companheira fiável, poupada (não é daquelas que bebe muito quando saímos) e confortável quanto baste. É daquelas que, quando vamos às compras, não gasta muito, tanto em sapatos como em roupa nova, o que é muito bom.
Leva-me sempre onde quero. Durante a semana de casa até ao trabalho e vice-versa. Ao fim de semana, costumamos sair para descobrir estradas nacionais em Portugal. É que ela gosta mesmo de passear neste país. Diz que é melhor que o frio da Alemanha (embora os automobilistas sejam piores). 
Não se acanha em nenhum tipo de estrada. Tanto vai pelas alcatroadas, com pavimento liso, como pelas outras, as que são em paralelos ou têm buracos. E eu vou com ela, claro.
Não somos muito de ir "até ao monte". Ela fica nervosa com caminhos pouco próprios, como é normal numa senhora. Por isso, preferimos mesmo as estradas, com boas paisagens, boa comida e boa companhia.
Todos os anos saímos para uma "volta grande", altura em que ela aproveita para conhecer mais sítios, ouvir sotaques diferentes do nosso. Ainda não fomos até "muito longe", mas ela defende que, de ano para ano, vemos cada vez mais coisas diferentes. Ah! E adora curvar (cá para nós, as curvas - as da estrada e as dela- ficam-lhe mesmo bem).
Tenciono ficar com ela muito tempo. Mesmo que ela comece a sofrer das primeiras artrites. Afinal de contas, é o mínimo que posso fazer por ela, que tantas alegrias me traz."